quinta-feira, 27 de outubro de 2011



Uma glosa tocante e melodiosa,que mostra quão imensurável é a força do amor...E mesmo que na nossa humilde condição humana tenhamos somente isso para oferecer,saibamos que só o amor é capaz de superar as mais duras tempestades,e nenhuma outra coisa na terra é tão valiosa como esse sentimento;que nos move e nos realiza verdadeiramente.Parabéns poeta pela autenticidade,você fala ao nosso coração!
(Gláucia Melo)

Você pode encontrar milhões de amores
cada qual que te oferte mais carinho
que te dê casa boa,carro,linho
e que partilhe contigo as mesmas dores
pode até encontrar quem mande flores
da maneira que um dia eu já mandei
mas nem um vai lutar como eu lutei
contra força infernal dos teus parentes
você pode encontrar mil pretendentes
mas nem um vai te amar como eu te amei

você pode encontrar uma criatura
mas madura que eu e de alto porte
que te jure um amor até a morte
mas nem sempre quem fala cumpre a jura
já eu sim levarei pra sepultura
esse amor imortal que eu te jurei
esquecer-te de fato eu já tentei
mas a ti estou preso por correntes
você pode encontrar mil pretendentes
mas nem um vai te amar como eu te amei

você pode encontrar um cavalheiro
com os mais altos requintes de nobreza
que ostente o que é pela riqueza
mas amor não se compra com dinheiro
pode até desprezar este vaqueiro
esquecendo de tudo que eu falei
tocar fogo nas cartas que eu mandei
nos bilhetes,retratos e presentes
você pode encontrar mil pretendentes
mas nem um vai te amar como eu te amei


GLOSA:Welton Melo
MOTE:Bio Salvino

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"NOSSAS BRIGAS DE AMOR"


Uma glosa que fala da realidade do relacionamento à dois,com todo seu encanto,sua profundidade e seus contratempos,exprimindo assim toda a fisiologia que compreende o AMOR;que é um sentimento belo,mas que no interior de suas flores possui espinhos que ás vezes machucam...Parabéns poeta pela intensidade com que você falou desse sentimento,sem deixar de lado a sua complexidade.Gostei muito!
(Gláucia Melo)*poetisa e amiga*



A distância pra nós foi um castigo
e castigados podemos aprender
que eu não posso existir sem ter você
e nem você ser feliz sem tá comigo
foi nas brigas que vi que não consigo
encontrar outra dama em minhas idas,
te botar no mural das esquecidas
nem mandar o que eu sinto pra o descarte
nossas brigas de amor já fazem parte
do romance maior de nossas vidas

nosso amor se tornou tão complicado
cada briga manchou nossos cartazes
porem logo em seguida vinham as pazes
pra botar-nos de novo lado à lado
Que é difícil um casal apaixonado
não rever suas falhas cometidas
pois diante de nossas despedidas
eu me vi quase a beira de um enfarte
nossas brigas de amor já fazem parte
do romance maior de nossas vidas

Nossas brigas cessou nossos carinhos
mas depois o amor curou as dores
que um casal quando vive em mar de flores
muitas vezes se furam com os espinhos
se eu feri os meus pés pelos caminhos
ao andar pelas zonas proibidas
só você é quem cura tais feridas
pois em ti encontrei meu baluarte
nossas brigas de amor já fazem parte
do romance maior de nossas vidas


Mote:Biu Salvino
Glosa:Welton Melo

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"PRA QUE FESTA NO DIA DA CRIANÇA"


É comum ver todos os dias crianças abandonadas e ninguém ao menos estendem a mão, e quando estendem é pra bater, humilhar dificilmente pra ajudar. Fala-se muito que as crianças são o futuro do país, que são a esperança da nação. Mais quais as condições reais que são oferecidas a essas crianças, o que temos é falta de educação, de habitação de uma família para essas crianças que tem a esperança de ter um futuro digno, que tem sonhos e que esperam um dia realizá-los. O que temos a comemorar? Não basta no dia das crianças oferecer brinquedos, fazer festas e dizer que tá tudo bem, precisamos olhar melhor para as crianças e oferecer a elas o melhor caso queiramos que elas continuem sendo o futuro do país. Pensando Nisso o poeta expressou sua preocupação com o tema em versos.
(Jocélio)

"pra que festa no dia da criança
num país de criança abandonada"
(Welton Melo)

Num país onde poucos têm auxilio,
Onde muitos saíram da escola
pra roubar,pra matar,pra cheira cola
e hoje vivem com o dedo no gatilho
num país que uma mãe rejeita um filho
e abandona num canto de calçada
e onde a lei do aborto é apoiada
por alguém que chegou na liderança
pra que festa no dia da criança
num país de criança abandonada


Pra que festa com bolo e serpentina
com presentes,com luzes,com palhaço...
se nem toda criança tem abraço
Nem carinho,nem casa ou roupa fina
se é comum encontrar-se em cada esquina
uma e outra deitada na calçada
uma festa infantil não vale nada
pra quem cedo perdeu a esperança
pra que festa no dia da criança
num país de criança abandonada


Pra que festa onde poucos têm direito
a um prato de sopa,um café quente...
um conselho de um pai ou um presente
que lhe deixe feliz e satisfeito
pra que festa onde existe o preconceito
onde muito se fala e não faz nada
onde tratam a criança favelada
com desprezo e total desconfiança
pra que festa no dia da criança
num país de criança abandonada

GLOSA: Welton Melo
Mote:Dedé Monteiro
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

**ela te beija pensando**


Depois de um pequeno bate boca com um namorado de uma ex-namorada minha no qual ele disse a seguinte frase:-Ela te trocou por mim! Mal sabia ele q mesmo estando com ele ela ainda me procurava mas resolvi responder a afronta em forma de verso e ta aê....

Meu amigo esta mulher
tentando te ver feliz
ta mentindo quando diz
que te ama e que te quer
acredite se quiser
mas eu já vivi com ela
sei toda ruindade dela
e ouça o que eu to falando
ela te beija pensando
nos beijos que eu já dei nela

contigo eu vou ser sincero
e veja meu caro amigo
que ela só não ta comigo
somente por que não quero
sabendo disso eu espero
que você cuide bem dela
dê mais atenção a ela
não fique se pabulado
que ela te beija pensando
nos beijos que eu já dei nela

você falou sem pensar
que ela mandou-me embora
e você na mesma hora
veio assumir meu lugar
mas não queira se enganar
inventando essa novela
enquanto tu toca nela
ela de mim vai lembrando
que ela te beija pensando
nos beijos que eu já dei nela


Mote e glosa:Welton Melo

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

REENCONTRO



(Welton Melo)


Eu contei as horas pra te ter comigo
E a ansiedade foi me consumindo
Escondi de ti o que eu tava sentindo
Pois eu pra você não passei de amigo

De tanto esperar-te pareceu castigo
Nosso desencontro com você foi vindo
O meu eu de ti foi se dividindo
Assim como o joio não se junta ao trigo

Quando em plena festa nos encontramos
Eu me apresentei,nós nos abraçamos
E fiquei de u jeito que pra se sincero

Eu te desejei de uma forma tanta
Que a voz no peito travou na garganta
Me impedindo assim de dizer TE QUERO

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

VIDA E MORTE SEVERINA



Nos idos anos 70, quando as vítimas da prostituição geralmente eram mulheres muito pobres e de pouca beleza ou nenhuma, que vendiam os corpos para sobreviver ou alimentar os filhos de pais que não assumiam, e que as mesmas não tinham amparo nenhum da lei ou do poder governamental, Severina Branca,foi uma das pioneiras da prostituição em São José do Egito (Pe).E foi pra ela que fiz essa singela homenagem...

VIDA E MORTE SEVERINA
(Welton Melo)

Meu nome pouco se lembram
nem eu mesma pra ser franca
a anos sou conhecida
só por Severina Branca
fui uma mulher astuta
poetisa, prostituta...
que tive o mundo a meus pés
mas aproveitar não pude
pois perdi minha juventude
na porta dos cabarés

eu hoje só sou lembrada
pelo que fui no passado
de Branca só tenho o nome
pois o meu corpo é manchado.
apesar da alma pura
minha história é uma mistura
de dor,amargura e drama
sou uma mulher sofrida
que pra ter algo na vida
vendia o corpo na cama

tenho duas Severina
na minha alma incompleta
a Severina rampeira
e a Severina poeta
da rampeira o que me resta
é um passado de festa
e um presente de lamentos,
da poeta o que achei
foi um mote* que criei
com base em meus sofrimentos

mote esse tão bonito
muito mais belo que eu
do mote o povo se lembram,
de mim o povo esqueceu
hoje vivo abandonada
e numa fria calçada
a solidão me consola
cumprindo esta triste sina
pernoitando em cada esquina
bebendo e pedindo esmola


mas talvez com minha morte
o berço da poesia
me encham de homenagens
cobertas de hipocrisia
me levem pra um auditório
e lotem o meu velório
com gente de classe fina
gente tal que eu nem conheço
chorando,fingindo apreço
e falando de Severina

Gente essa que ao me verem
pela rua embriagada
repudiavam meus atos
e mudavam de calçada
mas depois de falecida
um rapaz na despedida
beija o caixão com desgosto
mas que tanta hipocrisia
pois toda vez que me via
passava e virava o rosto

e como os demais poetas
também serei esquecida
citada nos festivais
quem sabe uma vez perdida
eu que com vida fui nada
com a morte serei lembrada
e talvez o povo nem note
que a capital da poesia
só vai me lembrar um dia
na hora que ouvir meu mote

talvez de mim façam um busto
e coloquem na cidade
com os letreiros dizendo:
“PARTIU MAS DEIXOU SAUDADE”
e com falsidade suposta
minha foto será posta
nos bares que tomei porre
o mundo é tão sedutor
e o povo só dão valor
a alguém depois que morre.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

(garranchos de covardia)



Quem nunca foi arranhado por um espinho de covardia nhum é mesmo?! Esse mote num me lembro bem de quem é mas acredito que seja de Val Patriota.Um amigo me repassou ele a aproximadamente um ano atrás e por coincidência eu estava passando por um momento que ele se encaixava perfeitamente no que eu sentia então fiz duas estrofes nele e as outras duas eu fiz ontem.

"Os garranchos de tua covardia
Arranharam demais meu coração"


Me feri com mil beijos traiçoeiros
Me iludi com promessas mentirosas
Recebi de alguém que ofertei rosas
Um buquê de espinho,e tons grosseiros
Dei a ela os meus risos derradeiros
Mas a mesma não quis,jogou no chão
E se um dia pedir o meu perdão
Poderei perdoar? Quem sabe um dia.
Os garranchos de tua covardia
Arranharam demais meu coração


Foram tantas furadas que levei
Que até hoje o meu peito está doído
Já tomei injeção e comprimido
Mas das teias da dor não me livrei
Perco as contas das noites que chorei
Mendigando uma gota de paixão
Mas você demonstrando ingratidão
Nem um gole me deu de simpatia
Os garranchos de tua covardia
Arranharam demais meu coração


eu vivi a vagar sempre sozinho
me arrastando pra ter o seu afeto
me tornei no amor quase um sem teto
mendigando uma esmola de carinho
como ave a deriva sem ter ninho
sem você eu perdi a direção
pois quem pede carinho,pede em vão
pois amor implorado é sem valia
Os garranchos de tua covardia
Arranharam demais meu coração


cada corte no peito virou chaga
cada NÃO anulou minha esperança
tatuei o teu nome na lembrança
e tatuagem de amor ninguém apaga
minha vida sem ti tornou-se vaga
e hoje vivo a andar na contra mão
é o jeito eu viver com a solidão
freqüentando meu quarto noite e dia
Os garranchos de tua covardia
Arranharam demais meu coração



Welton Melo

Quem sou eu

Minha foto
Sou mais um que nesta terra de poetas não sei se sou Poeta ou Louco,mas depois de ter me banhado nesse rio de versos posso afirmar com toda certeza que nem todo louco é poeta mas que todo poeta é completamente louco; Loucura essa que o faz ver a vida com outros olhos. Dêem Viva o Verso! Visitem meu blog: vivaoverso.blogspot.com