quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

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Nosso amor terminou assassinado
e não fizeram pra ele um só tributo
a saudade até hoje veste luto
por ter visto ele sendo sepultado
você cúmplice da morte e eu culpado
pois o crime nós dois quem praticamos
e pela morte do tal nós nos tornamos
sem pensar nossos próprios desertores
a saudade passou jogando as flores
no velório do amor que assassinamos

fomos nós assassinos desse amor
que depois de diversas tentativas
apagamos de vez as chamas vivas
que na hora do frio nos deu calor
a saudade serviu de cobertor
pra os momentos felizes que passamos
e se um dia de fato nos amamos
hoje somos reféns de outros amores
a saudade passou jogando as flores
no velório do amor que assassinamos

fomos sim um casal apaixonado
nosso jogo de amor não faltou peça
porem tudo na vida que começa
também tem um final determinado
se eu fui muito feliz tando ao seu lado
se por todo ocorrido nos culpamos
se sofremos porque nos separamos
hoje posso abafar as minhas dores
a saudade passou jogando as flores
no velório do amor que assassinamos

a paixão foi tão forte tendo-a perto
mas chegou a distancia e então depois
acabou com os planos de nós dois
e transformou em errado o que deu certo
nosso Oasis de amor virou deserto
as lembranças nos mesmo soterramos
e dos doces momentos que passamos
restam só amargura e dissabores
a saudade passou jogando as flores
no velório do amor que assassinamos

GLOSA:Welton Melo
MOTE: Maciel Correia

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

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Depois de alguns meses depois que Mariana me deu esse mote eu me vi em uma situação que me forçou a fazer essas estrofes espero que gostem...

Desejei loucamente um beijo teu
e acabei prisioneiro do desejo
plantei tanta esperança nesse beijo
mas a rosa do amor não floresceu
tantos beijos você me prometeu
mas quem espera promessa não repousa
inocente eu cai na tua prosa
e na masmorra da ânsia fui detido
sinto o gosto do beijo prometido
na essência da jura mentirosa

Eu pensei que tu eras diferente
mas tu fostes espinho invés de flor
me tornei um escravo desse amor
que se quer carregaste em tua mente
eu por ser nessa área um inocente
me encantei,me iludi,te ofertei rosa
e você tão fagueira e caprichosa
tinha um lado do mau tão escondido
sinto o gosto do beijo prometido
na essência da jura mentirosa

ouço a porta do quarto se abrindo
e vem o vento invadir meu santuário
sinto o gosto de um beijo imaginário
que só posso sentir se estou dormindo
quem jurar por jurar,jura mentindo
e a dona da jura tão formosa
me fez crê fielmente em sua prosa
mas quem crê em mulher finda iludido
sinto o gosto do beijo prometido
na essência da jura mentirosa

GLOSA:Welton Melo
MOTE:Mariana Teles

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MULHER DA COR MORENA




Depois de alguns meses sem atualizar o BLOG por conta das correrias do dia dia resolvi voltar a atividade com essa singela homenagem a mulher da cor morena.fiz essas 3 estrofes com esse mote que no momento não sei de quem é a autoria mas caso alguém saiba me digam pra que eu possa colocar o nome.ofereço esta poesia especialmente para a dona dessa foto que é quem tem me servido de inspiração ultimamente

A mulher que mais amo nessa vida
tem o corpo de fada,a voz de santa
a beleza da face dela é tanta
que até Deus vendo ela se intimida
ela é minha rosa preferida
eu com ela hoje estou comprometido
seu amor me mantém tão envolvido
que eu não quero outra Deusa do meu lado
“se amar cor morena for pecado
ninguém reze por mim que estou perdido”

Eu deixei as mulheres do salão
não quis mais me envolver com cabaré
pois eu quando encontrei esta mulher
dei a ela um lugar no coração
eu vivia de farra e diversão
hoje isso pra mim é proibido
não ganhei a patente de marido
mas ocupo o lugar de namorado
“se amar cor morena for pecado
ninguém reze por mim que estou perdido”

Que as loiras desculpem este poeta
eu não vim pra tirar vocês de cena
mas pra mim a mulher da cor morena
entre os homens tornou-se a predileta
no quesito mulher é mais completa
o seu corpo é bem mais desenvolvido
e quem me dera meu Deus eu ter morrido
nos afagos de um corpo bronzeado
“se amar cor morena for pecado
ninguém reze por mim que estou perdido”

MOTE:?
GLOSA: Welton Melo

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

**********Jhu ******


Essa poesia eu fiz pra uma pessoa q conheci de uma forma bastante engraçada.... nos conhecemos por msn nos tornamos bastante amigos ,com o tempo passamos a sentir algo mais forte um pelo outro e como num conto de fadas perdemos o contato.essa é a única lembrança q guardo dela...........


“poderei esquece-la mas se um dia
Me arrancarem do peito o coração”



Quando a brisa tocar-te bem cedinho
Te fazendo do sono despertar
Mesmo assim sem querer tu vai lembrar
Das palavras que eu disse de carinho
Lembrarás de um poeta que sozinho
Hoje sofre com a dor dessa paixão
De um poeta que agiu contra a razão
E amou quem nem mesmo conhecia
“poderei esquece-la mas se um dia
Me arrancarem do peito o coração”


Poderei eu deixar de te amar
Se um dia um transplante me for feito
E quando abrirem a caixa do meu peito
Retirarem o que tinha no lugar
Só assim poderei ñ te lembrar
Do contrario não vejo solução
E tentar te esquecer será em vão
Se não for através da cirurgia
“poderei esquece-la mas se um dia
Me arrancarem do peito o coração”


Se você deixou tudo pra mim ter
Inclusive os estudos e seus pais
Por você eu faria muito mais
Se preciso eu deixava de viver
Mas você se recusa a entender
Que eu errei sem um pingo de intenção
E por isso negar o seu perdão
A quem tanto te ama é covardia
“poderei esquece-la mas se um dia
Me arrancarem do peito o coração”


Por você esqueci um ex- amor
Por você enterrei o meu passado
Fiz de tudo pra ter-te do meu lado
E acabei me tornando um sofredor
Sempre fui um poeta sonhador
Que sonhado tirei os pés do chão
Mas os sonhos que tive foram em vão
E o pior é que disso eu não sabia
“poderei esquece-la mas se um dia
Me arrancarem do peito o coração”


Welton Melo

sábado, 23 de outubro de 2010

***Aborto***


História de um abortado
(Welton Melo)

Minha história meu Deus, foi muito curta.
Teve um fim muito antes do começo
Eu fui fruto do erro de dois seres
E pelo erro dos dois paguei o preço.
Fui gerado num ventre inconseqüente
De uma mãe imatura e adolescente
Que gerou-me por meses sem saber,
O meu pai não passava de um drogado
Que ao saber que seu filho era gerado
Já pensava impedir-lhe de nascer

Minha mãe ao saber que ia ser mãe
Já jogou-me uma praga muito forte
Fez promessas pra tudo que era santo
Implorando por Deus a minha morte
Ao ser posta de casa para fora
Lamentou o passar de cada hora
Sem comida,sem teto e ombro amigo
Foi atrás de meu pai com a esperança
De ao lhe dar a noticia da criança
Ele a desse conforto e desse abrigo

Mas chegando encontrou papai drogado
Que ao ouvir a noticia que ela deu
Ao invés do sorriso deu um grito
Respondendo: Esse filho não é meu!
Minha mãe cabisbaixo e sem resposta
Olhou olho no olho e deu as costas
Se ausentando dali no mesmo instante
Foi então que saio sem ter roteiro
Sem abrigo,sem rumo e sem dinheiro
Carregando a tristeza em seu semblante

Eu pequeno no ventre já sabia
Que quem tinha o meu sangue me odiava
Só não pude jamais imaginar
Que a morte cruel já me esperava
Me odiavam por que? Se afinal
Pra ninguém eu havia feito o mal
Inocente eu se quer tinha nascido
Se o destino pra todos é traçado
Quem traçou os meus traços tava errado
Pois eu tive o destino interrompido

Minha mãe planejou tirar-me a vida
Alegando ser essa a solução
Ingerindo diversos comprimidos
Sem um pingo se quer de compaixão
Eu tão frágil,pequeno e indefeso
Em um ventre apertado vi-me preso
Foi ai que senti-me quase morto
Sem carinho de mãe, sem alegria
Me impediram de ver a luz do dia
E me botaram pra fora num aborto

Vendo ela o seu feto já sem vida
Sem remorso nem um da covardia
Foi igual a um bicho peçonhento
Que depois de parir devora a cria
Me botou numa bolsa e jogou fora
Botou óculos escuro,foi embora
Esquecendo de tudo que passou.
Minha história foi curta mas sofrida
Pois a mesma mulher que deu-me a vida
Foi aquela que a vida me tirou

quinta-feira, 1 de julho de 2010

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(Sim senho! Eu sou matuto)
Welton Melo

Sim senhor seu doutor!sou um matuto.
Eu não sou descendente de burguês
O meu pai foi cabôco,cabra bruto
Que se quer dominava o português
Minha mãe zeladora da palhoça
Que findando o serviço ia pra roça
Pra cuidar com papai da plantação
No caminho eu ainda bem moleque
Caminhava com um par de currulepe
Que as pegadas ficavam pelo chão

Quando alguém me pergunta donde vim
E percebo algum AR de ironia
Eu respondo pra o cabra mermo assim:
-Eu nasci La na terra da poesia
Sou um filho fiel do Pajéu
La da terra de Jó, Zeze Lulu
E do grande poeta Lourival
Me desculpe seu moço a expressão
Mas não troco metade dum Sertão
Em quarenta ou cinqüenta capital

Eu num sei Cuma é que inda tem gente
Que esconde a origem donde veio
Desse povo nasci tão diferente
Pois me orgulho das coisas do meu meio
Pro senhor seu doutor ter a idéia
Se alguém perguntar numa platéia:
- tem alguém nesse mei que é do sertão?
A pergunta me serve como um hino
E pode ter uns 70 nordestino
Mas eu sou o primeiro a dar com a mão

Sou assim seu doutor,sou livro aberto
Minha história ta ai pra o povo ler
Quem quiser perguntar Chegue pra perto
Me pergunte que eu posso responder
Me criei com cuscuz,com rapadura
Vim aqui pra mostrar minha cultura
Pra o povo que mora na cidade
Sou matuto, doutor mas sou feliz
Porque planta que cresce sem raiz
Não resiste a primeira tempestade

quarta-feira, 30 de junho de 2010

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O preço de um pão roubado
(Welton Melo)

Sou um negro, doutor; sou só um negro
Cuja vida deu rumo distorcido
E apesar de dispor dessa aparência
Acredite doutor não sou bandido.
Eu conheço da vida os cativeiros
Sou mais um dentre tantos brasileiros
Que pernoitam na rua e esmolam um pão
Meu destino doutor foi infeliz
Fui forçado a fazer o que não quis
E fui taxado na rua de ladrão

Fui na frente de todos humilhado
Algemado igualmente a um bandido
Entre socos, tabefes, pontapés...
Por PMs doutor eu fui detido
E por ser mais um filho da pobreza
Me negaram o direito de defesa
E impuseram que eu próprio me calasse
Quando eu fui explicar por que roubei
Fui ao chão com um tabefe que levei
Que chegou a cortar a minha face

Me trouxeram pra cá e aqui estou
Vim aqui pra prestar depoimento
Por um erro que eu mesmo cometi
porem nunca neguei um só momento
Se o senhor como eu já for um pai
Tenho toda certeza de que vai
Entender o porquê que pratiquei
Fui errado doutor não vou negar
Mas um pai que tivesse em meu lugar
Roubaria do jeito que eu roubei

Vi meu filho de fome passar mal
Me dizendo:Papai quero comer!
Eu senti-me impotente seu doutor
Vendo aquilo sem ter o que fazer
Levantei-me dali, pedi esmola
Mas o povo ao passar nem dava bola
Planejei em por fim na própria vida
Me senti como um trem fora do trilho
Pois não tem dor maior que ver um filho
Te implorar por um prato de comida

Quando vi o meu filho agonizando
Aumentou inda mais minha agonia
Sem pensar levantei-me seu doutor
E correndo eu entrei na padaria
De nervoso suo lavava a mão
Vi os pães que ficavam no balcão
E lembrei do meu filho já morrendo
Me senti como ave em cativeiro
E num ato total de desespero
Dei de garra do pão ,sai correndo

Apesar de correr já era tarde
Vi meu filho sem vida ali no chão
Abracei o seu corpo pequenino
Foi ai que ouvi voz de prisão
E o que houve depois eu já falei
Me humilharam bastante,apanhei
E agora me encontro nesse estado
Só o senhor põe um fim nesta novela
Ou me tira pra sempre desta sela
Ou me deixa pagando um pão roubado

As algemas que prendem minha mão
Ferem a honra de alguém trabalhador
Que nem mesmo o senhor me libertando
Vai poder reparar toda essa dor
Mas doutor com a sua competência
Por favor ponha a mão na consciência
E se possível me livre desta teia
O caráter de alguém não se converte
Se achar que estou certo me liberte
Do contrario me deixe na cadeia

Quem sou eu

Minha foto
Sou mais um que nesta terra de poetas não sei se sou Poeta ou Louco,mas depois de ter me banhado nesse rio de versos posso afirmar com toda certeza que nem todo louco é poeta mas que todo poeta é completamente louco; Loucura essa que o faz ver a vida com outros olhos. Dêem Viva o Verso! Visitem meu blog: vivaoverso.blogspot.com